
por Anderson Batista,
contribuição especial de Ederson Silva e Fernando Ângelo
Não dá para começar a falar de música sertaneja sem falar de Sergio Reis. Ele já era um cantor famoso, parte da “velha guarda”, e – acreditam? – cantor de rock!, quando gravou a música “Menino da Porteira”... porque ele já era um cantor conhecido, deu fama ao estilo sertanejo. Isso foi aproximadamente em 1960.
A música sertaneja ficou com fama nacional, um pouco depois, com a dupla Xitãozinho e Xororó. A dupla recebeu o nome a partir de uma música ....
A característica instrumental mais marcante da música sertaneja é a viola, tocada de um jeito que parece lembrar o interior do país, o ritmo de vida de lá... além disso, as letras também falam sempre do sertão e do cotidiano do sertanejo.
Pouca gente sabe, mas a música sertaneja tem vários estilos, dependendo do cantor ou da região em que é tradição: tem o Pagode (um dos maiores exemplos é Tião Carreiro), a Catira (que parece um sapateado, lembra o barulho e o ritmo de cavalos na terra), e um estilo mais moderno do Almir Sater e do Renato Teixeira.
As letras das músicas falam sempre de causos sertanejos, muito parecidos com tudo o que acontece na vida cotidiana, e falam da vida na terra, das saudades de quem viaja e fica muito tempo longe da família... Há uma música, muito bonita, de Lourenço e Lourival, que se chama “Mágoa de Boiadeiro” e conta que não tem mais a profissão de boiadeiro, como antes...:
A música sertaneja ficou com fama nacional, um pouco depois, com a dupla Xitãozinho e Xororó. A dupla recebeu o nome a partir de uma música ....
A característica instrumental mais marcante da música sertaneja é a viola, tocada de um jeito que parece lembrar o interior do país, o ritmo de vida de lá... além disso, as letras também falam sempre do sertão e do cotidiano do sertanejo.
Pouca gente sabe, mas a música sertaneja tem vários estilos, dependendo do cantor ou da região em que é tradição: tem o Pagode (um dos maiores exemplos é Tião Carreiro), a Catira (que parece um sapateado, lembra o barulho e o ritmo de cavalos na terra), e um estilo mais moderno do Almir Sater e do Renato Teixeira.
As letras das músicas falam sempre de causos sertanejos, muito parecidos com tudo o que acontece na vida cotidiana, e falam da vida na terra, das saudades de quem viaja e fica muito tempo longe da família... Há uma música, muito bonita, de Lourenço e Lourival, que se chama “Mágoa de Boiadeiro” e conta que não tem mais a profissão de boiadeiro, como antes...:
“Antigamente nem em sonho existia
Tantas pontes sobre os rios
Nem asfalto nas estradas,
A gente usava quatro ou cinco sinueiros
Prá trazer os pantaneiros
No rodeio da boiada.
Mas hoje em dia tudo é muito diferente:
Com o progresso nossa gente
Nem sequer faz uma idéia,
Que entre outros fui peão de boiadeiro
Por esse Chão Brasileiro
Os heróis da epopéia." ...
Ouvimos juntos a música “A coisa ta feia” de Tião Carreiro e Pardinho, um pagode muito interessante, que canta uma situação muito parecida com a de agora. Veja um trecho da composição da canção:
“ Burro que fugiu do laço tá debaixo da roseta
Quem fugiu de canivete foi topar com baioneta
Quem fugiu de canivete foi topar com baioneta
Já está no cabo da enxada quem pegava na caneta
Quem tinha mãozinha fina foi parar na picaretaJa tem doutor na pedreira dando duro na marreta
A coisa tá feia, a coisa tá preta
Quem não for filho de deus tá na unha do capeta(...)
Criança na mamadeira ja esta fazendo careta
Gavião que pegava cobra já foge de borboleta
Se o picasso fosse vivo ia pintar tabuleta
Bezerrada de gravata vê se cuida e não se meta
quem mamava no governo agora secou a teta
A coisa tá feia, a coisa tá preta
Quem não for filho de deus tá na unha do capeta...”

Para saber mais, a Cultura tem um programa sobre música sertaneja de domingo e terça-feira, que se chama Senhor Brasil, também tem outro programa que se chama Viola Minha Viola. Informações sobre esses programas você pode pesquisar no site da Tv Cultura – http://www.tvcultura.com.br/.
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Um comentário:
A matéria é interessante; eu já gostava e conhecia dessas músicas, mas gostei de ler.
Um abraço, Anderson.
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